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Dia do beijo

13 abr

 

Hoje, 13 de abril, é o Dia do Beijo.

Um ano atrás, nesta data, postei neste blog matéria sobre o assunto, que se quiser você pode ler, digitando no Buscador acima o seu título, que foi “Beijos, beijos, beijos…”.

Desta vez não há texto. Apenas fotos. Fotos de quinze beijos cinematográficos. Clássicos, naturalmente.

Para não ficar monótono, achei que seria legal fazer uma brincadeira, uma espécie de quiz. Assim, abaixo de cada foto, cito os nomes dos beijantes, e deixo ao leitor a tarefa de identificar os filmes, estes dispostos em ordem cronológica de lançamento, todos sucessos dos anos quarenta, cinquenta e sessenta.

Se quiser participar, você pode responder na seção de COMENTÁRIOS. Para facilitar a forma de responder, as fotos estão numeradas.

QUE FILMES SÃO ESTES?

 

foto 1

Vivien Leigh e Robert Taylor, 1940.

Vivien Leigh e Robert Taylor, 1940.

foto 2

Ingrid Bergman e Humphrey Bogart, 1942.

Ingrid Bergman e Humphrey Bogart, 1942.

foto 3

Barbara Stanywick e Fred MacMurray, 1944.

Barbara Stanywick e Fred MacMurray, 1944.

foto 4

Lauren Bacall e Humphrey Bogart, 1944.

Lauren Bacall e Humphrey Bogart, 1945.

foto 5

Ingrid Bergman e Cary Grant, 1946.

Ingrid Bergman e Cary Grant, 1946.

foto 6

Elizabeth Taylor e Montgomery Clift, 1951.

Elizabeth Taylor e Montgomery Clift, 1951.

foto 7

Audrey Hepburn e Gregory Peck, 1953.

Audrey Hepburn e Gregory Peck, 1953.

foto 8

Deborah Kerr e Burt Lancaster, 1953.

Deborah Kerr e Burt Lancaster, 1953.

foto 9

Audrey Hepburn e Humphrey Bogart, 1954.

Audrey Hepburn e Humphrey Bogart, 1954.

foto 10

Elizabeth Taylor e Van Johnson, 1954.

Elizabeth Taylor e Van Johnson, 1954.

foto 11

Debotah Kerr e Cary Grant, 1957.

Debotah Kerr e Cary Grant, 1957.

foto 12

Kim Novak e James Stewart, 1958.

Kim Novak e James Stewart, 1958.

foto 13

Anita Ekberg e Marcelo Mastroiani, 1960.

Anita Ekberg e Marcelo Mastroiani, 1960.

foto 14

Audrey Hepburn e George Peppard, 1961.

Audrey Hepburn e George Peppard, 1961.

foto 15

Sophia Loren e Marcelo Mastroiani, 1964.

Sophia Loren e Marcelo Mastroiani, 1964.

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Beijos, beijos, beijos…

11 abr

Neste domingo, 13 de abril, comemora-se o Dia do Beijo. Não sei quem instituiu a data, mas, aproveito o ensejo para repassar alguns beijos famosos na história do cinema, já que o gesto da carícia bucal é tão importante na sétima arte quanto na vida.

Vamos começar do começo? O cinema tinha apenas um ano de idade quando o primeiro beijo apareceu na tela. Produção do Vitaphone de Thomas Edison, com direção de William Heise, o filmezinho de vinte segundos, “The Kiss” (1896), mostrava na tela o que o título diz: os atores maduros May Irwin e John C Rice, felizes e sorridentes, colando os lábios e pronto.

O primeiro beijo no cinema: "The Kiss", 1896.

O primeiro beijo no cinema: “The Kiss”, 1896.

O efeito foi escandaloso e gerou protestos de puritanos indignados por toda parte, muitos considerando o filme “completamente nojento”. Mas claro, ninguém da então nascente indústria cinematográfica levou esses protestos a sério e, fosse o filme curto ou longo, mudo ou falado, o cinema incorporou definitivamente o beijo como um elemento inseparável de qualquer estória, de amor ou não.

Tanto é assim que, duas décadas adiante, o filme “Don Juan” (1926, de Alan Crossland) já continha nada menos que 119 beijos, todos saídos da boca do ator John Barrymore para as suas muitas amadas.

No mesmo ano, 1926, o filme “O diabo e a carne” (de Clarence Brown) já mostrava um suculento beijo de boca aberta, até então, uma novidade na vida erótica do cinema, no caso, entre Greta Garbo e John Gilbert.

Um beijo ousado em um filme inocente: "A felicidade não se compra", 1946.

Um beijo ousado em um filme inocente: “A felicidade não se compra”, 1946.

Pouco tempo depois disso, em 1930, já vai se ter o primeiro beijo lésbico da história do cinema, quando em “Marrocos”, Marlene Dietrich vestida de homem, beija na boca uma das moças que, no bar onde a cena acontecia, a ouvia cantar e dançar.

Na década de quarenta, um filme “inocente” como “A felicidade não se compra” (Frank Capra, 1946) vai produzir o primeiro beijo dentro de uma mesma longa tomada, beijo entre James Stewart e Donna Reed tão apaixonado que o rigoroso Código Hays de Censura – em vigor nos Estados Unidos de 1934 a 1964 – não gostou e hesitou em permitir a exibição.

Neste mesmo ano, o bruxo Hitchcock driblou a cronometragem obrigatória do Código Hays (oito segundos para cada beijo) e fez, em “Interlúdio” (1946), um longo beijo todo quebrado, com intervalos de bocas separadas a cada oito segundos, aliás, efeito mais erótico do que se tivesse sido ininterrupto. As bocas eram de Cary Grant e Ingrid Bergman.

Mas, ninguém tem dúvidas, o beijo mais ousado da época, o que abalou as estruturas do Código Hays, foi o que trocaram Deborah Kerr e Burt Lancaster em “A um passo da eternidade” (Fred Zinnemann, 1953), vocês lembram, os dois com roupa de banho, deitados um por sobre o outro nas areias mornas de Pearl Harbour, ela confessando a ele, apaixonada, “nunca ninguém me beijou assim, do jeito que você me beija”.

O beijo que abalou o Código Hays de Censura: "A um passo da eternidade", 1953.

O beijo que abalou o Código Hays de Censura: “A um passo da eternidade”, 1953.

O primeiro beijo interracial vai acontecer logo depois, em 1957, no filme de Robert Rossen “Ilha dos trópicos” (“Island in the Sun”), onde a atriz branca Joan Fontaine é beijada pelo ator negro Harry Belafonte. Conta-se que, depois de distribuído o filme, Fontaine passou a receber cartas de seus fãs americanos, sugerindo que nunca mais se metesse a esse gesto indigno de “kiss a nigger”, expressão onde ´nigger´ é um termo pejorativo para uma pessoa de cor. Obviamente, a maior parte das cartas vinha dos estados racistas do Sul.

Com isso passamos, já na década de setenta, ao primeiro beijo gay da história do cinema, que está no filme inglês de John Schlessinger “Domingo maldito” (1971) e acontece entre os atores Peter Finch e Murray Head.

O primeiro beijo gay: "Domingo maldito", 1971.

O primeiro beijo gay: “Domingo maldito”, 1971.

No mesmo ano, vamos ter o primeiro beijo cinematográfico com grande diferença de idade entre os beijantes. Acho que vocês se recordam da comédia ´mórbida´ de Hal Asby “Ensina-me a viver”, onde a idosa Maude e o adolescente Harold mantêm um inusitado caso amoroso e como todos os apaixonados, trocam um beijo tão quente quanto se fossem da mesma idade.

Hoje o cinema está cheio de beijos de toda espécie e entre os beijantes mais diversos, porém, os filmes citados foram os pioneiros em suas – digamos assim – ´categorias´.

Uma coisa é certa: inovador ou convencional, o beijo é um momento especial da estória, gráfico, plástico, fotogênico, que por vezes pode perdurar na memória do espectador mais que o filme.

Marcelo Mastroiani e Anita Ekberg nas águas da Fontana de Trevi em “A doce vida”… Jean-Paul Belmondo e Jean Seberg no pequeno apartamento de “Acossado”… Gregory Peck e Audrey Hepburn dentro do carro em “A princesa e o plebeu”… Quais as suas cenas de beijo preferidas? Relembre-as e, com certeza, você vai incrementar o seu potencial oscular, no dia de hoje… e sempre.

Audrey Hepburn e Gregory Peck em "Roman Holiday" ("A princiesa e o plebeu").

Audrey Hepburn e Gregory Peck em “Roman Holiday” (“A princiesa e o plebeu”).